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Ai Bonito hein

Bonito lidera ranking de desmatamento da Mata Atlântica no Brasil

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De acordo com levantamento, a cidade turística desmatou o equivalente a um campo de futebol por dia entre 2019 e 2020

De acordo com o Atlas dos Municípios da Mapa Atlântica, Bonito, no Mato Grosso do Sul, famosa pelo ecoturismo, é a cidade que mais sofreu com o desmatamento entre 2019 e 2020. Segundo o levantamento, a cidade teve uma perda de 416 hectares do bioma nesses dois anos, o que equivale a um campo de futebol por dia.

De um modo geral, o estudo realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica mostra uma taxa de desmatamento crescente, na ordem de 150% de 2019 para 2020, saltando de 166 para 416 hectares devastado.

Ao todo, 439 dos 3.429 municípios que compõem o estado desmataram no período. Porém, 70% dos mais de 13.053 hectares desflorestados se concentraram em apenas 100 deles, distribuídos por nove estados. O vergonhoso top 10 está localizado nos estados de Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso do Sul.

Já o Piauí conseguiu resultado positivo. O estado, que tinha dois municípios como líderes de desflorestamento: Manoel Emídio e Alvorada do Gurguéia,  reduziu o desmatamento em 76% no período. O estado ainda tem as duas cidades que têm mais áreas do bioma preservadas: Guaribas (176.477 hectares) e Canto do Buriti (118.411 hectares).

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Veja a lista dos 10 que mais desmataram 

Bonito (MS) – 416 hectares;
Águas Vermelhas (MG) – 369 hectares;
Wanderley (BA) –  350 hectares;
Montalvânia (MG) – 286 hectares;
Pedra-Azul (MG) –  286 hectares;
Cotegipe (BA) – 273 hectares;
Ponto dos Volantes (MG)  – 220 hectares;
Miranda (MS) – 219 hectares;
Encruzilhada (BA) – 175 hectares;
Francisco Sá (MG) – 166 hectares.

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Covid-19: Anvisa proíbe uso de droga elogiada por Bolsonaro

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Diretoria da Anvisa decidiu cautelarmente. Droga foi testada com aproximadamente 50 pessoas no Hospital da Brigada Militar de Porto Alegre.

A Diretoria Colegiada da agência reguladora decidiu, por unanimidade, suspender o uso da droga em pesquisas científicas no país e a importação da substância. A proibição foi feita de forma cautelar diante de denúncias e investigações que estão sendo feitas a respeito dos estudos com o fármaco, exaltado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Em agosto, o Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul abriu um inquérito civil público para investigar o uso irregular da proxalutamida em testes no Hospital da Brigada Militar, em Porto Alegre. A medicação teria sido aplicada em cerca de 50 pacientes, em um ensaio supostamente clandestino, apesar de a Brigada ter assegurado que “o estudo obedeceu às exigências dos órgãos competentes e as normas legais aplicáveis aos procedimentos em questão” — afirmou em nota.

Porém, a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), órgão vinculado ao Conselho Nacional de Saúde (CNS) — responsável por autorizar a realização de pesquisa com seres humanos no país —, negou ter recebido “qualquer solicitação para a realização de estudo com a substância proxalutamida no Hospital da Brigada Militar de Porto Alegre”.

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“Diante dos fatos, a Diretoria Colegiada da Agência, adotando o princípio da precaução, decidiu suspender, de forma cautelar, a importação e uso de produtos contendo a substância proxalutamida”, disse a Anvisa, em nota.

Para auxiliar na investigação, a agência também determinou a instauração de investigação para obter mais informações sobre os produtos à base de proxalutamida importados e utilizados no Brasil. A agência também solicitará informações à Conep sobre todas as pesquisas aprovadas com o uso da substância no país.

Suspensões

Segundo o Boletim Ética em Pesquisa, que torna públicas todas as pesquisas com humanos relacionadas com a covid-19 aprovadas pela Comissão de Ética, quatro estudos clínicos com a proxalutamida foram aprovados pela comissão — e terão de ser suspensos. Além desses testes, a Anvisa também já aprovou outros dois estudos clínicos com o medicamento, desenvolvido, inicialmente, para tratar os cânceres de próstata e mama.

“A suspensão da importação e do uso não se aplica aos estudos clínicos aprovados pela Anvisa com o produto proxalutamida para fins de registro”, explicou a agência. As pesquisas são patrocinadas pela empresa chinesa Suzhou Kintor Pharmaceuticals.

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A substância já foi apresentada por Bolsonaro como mais um remédio milagroso para a cura da covid-19, mas a eficácia ainda não foi comprovada cientificamente. Em julho, na saída do hospital, onde ficou internado por causa de uma obstrução intestinal, o presidente falou sobre o medicamento. “Minha mãe tem 94 anos. Se ficasse doente, eu autorizaria o tratamento dela com proxalutamida”, disse, acrescentando que pediria ao Ministério da Saúde estudos sobre a droga.

Mas o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reforçou que o fármaco ainda precisava ser mais estudada. “A proxalutamida está no início dessas pesquisas e precisa se estudar mais para verificar primeiro a sua segurança, segundo a sua eficácia, e, a partir daí, se pode ser considerada para o tratamento (da covid-19)”, disse Queiroga.

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