COLNIZA

EDUCAÇÃO

Selma Dill assume legalmente a Educação Municipal em Colniza

Publicados

em

HB/CANON/T7/2021/MT/BRASIL

Nesta sexta feira (05) e no ultimo horário do expediente o Prefeito Milton Amorim usou mais uma vez a sua caneta para legalizar a situação da Secretária de Educação, a ultima do primeiro escalão que ainda estava sem a devida nomeação, pois o processo de desincompatibilização do estado é um pouco demorado já que Selma é atualmente a Assessora Pedagógica do Estado no município é concursada na grade de docentes do estado de Mato Grosso.

Desde que iniciou o mandato de Milton Amorim e Marco Antonio e desde que ela foi anunciada na solenidade de posse do executivo municipal que juntamente com os demais secretários, a competente secretária já começou atuar, enquanto não saia o seu desligamento ela já estava colocando a secretária do seu jeito.

O nome da Selma foi anunciado à frente da importante pasta da Educação Municipal no inicio de janeiro, e dentre os nomes que Miltinho manteve em sigilo até o dia da solenidade o da Selma era o mais fácil de adivinhar, pelo fato de ser há muito tempo ligada a legendo do vice Marco Antonio, e por ser um nome forte e que nunca foi testado nesta secretaria apesar de já ter passado por diretorias de colégios que são verdadeiros ícones da educação no município, tipo Bernardino Gomes da Luz, Tarsila do Amaral, Assessoria Pedagógica Estadual.

Leia Também:  Fundeb: relatora entrega novo parecer; texto prevê 23% de participação da União no fundo.

Selma além de ter uma bagagem enorme nesta área de administração escolar manteve seu nome sempre longe de problemas que possam a desabonar, e por isso é quase uma unanimidade no meio, e é quem o Prefeito Municipal Miltinho delegou poderes para gerir esta pasta gigantesca do município de Colniza.

Além de Selma Dill de Paula O prefeito Miltinho manteve na Secretaria a não menos competente Elizabete que até então era chefe da pasta, certamente esta acrescentará mais qualidade ao trabalho de Selma nesta nova etapa, parabéns Prefeito, Selma, Elizabete que os espólios de tanta competência beneficiem os discentes deste vasto município.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

EDUCAÇÃO

Pandemia atinge alfabetização; especialistas alertam para novo modelo

Publicados

em

Por

(crédito: Rodrigo
Nunes/Esp. CB/D.A Press)

Fosse um paciente, a educação brasileira
estaria em situação crítica após seis meses de pandemia da covid-19. O problema
é dramático na alfabetização. Uma das 20 metas previstas no Plano Nacional de
Educação é erradicar o analfabetismo até 2024. Mas, o impacto do novo Coronavírus, somado às dificuldades históricas no ensino, torna ainda mais
distante a realização desse objetivo. Bastou um semestre para a pandemia
exacerbar diferenças de décadas nas escolas do Brasil.

“O impacto nos grupos mais pobres do país é desastroso. Essas crianças estão
fazendo o quê, agora? Quem se importou com elas?”, desabafa Francisco José
Rengifo-Herrera, coordenador do mestrado em Educação da Universidade de
Brasília. Para o especialista, a educação é um pilar no desenvolvimento da
sociedade. “Temos de relacionar o futuro com a alfabetização. Muitas crianças
que vão iniciar (pós-pandemia) na escola deverão ter um mínimo de garantias de
se engajar e de aprender a ler. Se não garantirmos isso, além do impacto severo
que a pandemia trouxe, teremos o impacto de não ter respondido à altura com
modelos que permitam processos efetivos, eficientes e competentes para aprender
a ler”, complementa.

Thaiane Pereira, coordenadora de projetos do Todos pela Educação, ressalta que
o processo de alfabetização, independentemente da metodologia aplicada, está
muito centrado na figura do professor. “Com a pandemia, assim como todas as
outras etapas escolares, a alfabetização também sofreu muito, e o processo de
alfabetização depende muito da interação entre professor e aluno”, pontua.
“Previamente a desigualdade já era muito presente no sistema educacional. A
pandemia reforçou o quanto a gente ainda tem essas lacunas entre os alunos
dentro do sistema educacional. O quanto alguns alunos têm muito mais vantagens
por terem nascido no CEP X ou Y”, avalia.


Outro ponto que ficou evidente com a pandemia é a dificuldade de acesso à
tecnologia para crianças de famílias mais pobres. “É preciso considerar que a
questão não é somente a oferta de aulas não presenciais, mas o acesso dos
estudantes a esses meios tecnológicos. Grande parte dos estudantes de classes
sociais mais pobres vive em um contexto de vulnerabilidade social. Agrega-se a
essa realidade o pouco acesso à internet e a computadores, tablets e
celulares”, pondera Xênia Mara Honório, coordenadora do programa de
pós-graduação em Educação do Centro Universitário Estácio de Brasília.


Thaiane Pereira, do Todos pela Educação, considera fundamental o esforço em
integrar alunos socialmente vulneráveis no ensino remoto. “É importante que o
sistema de ensino continue tentando traçar soluções para chegar a essas
crianças e desenvolver a alfabetização da melhor forma possível, porque o
cenário já era bem preocupante prévio da pandemia”, destaca Thaiane. Segundo a
especialista, a última avaliação nacional de alfabetização é de 2016. “Está um
pouco ultrapassada, mas o que os dados mostram é que 50% das crianças não
atingem aos níveis adequados de leitura ou de matemática até os 8 anos. Isso é
bastante preocupante, é uma tragédia silenciosa, porque a alfabetização é o
primeiro de todos os outros processos que vão se desencadear”, explica.

Leia Também:  APAE de Colniza recebe equipe de vacinação contra COVID19 em seu domicílio.


Esforço

“Enquanto não temos um horizonte de
quando as aulas voltarão a ser presenciais, e isso não depende de uma decisão
de um secretário de educação, mas de uma situação maior, cabe aos secretários
de educação e às redes fazerem ações para viabilizar a participação desses
alunos nas aulas remotas.” Sobre o cenário pós pandemia, Thaiane acredita que é
preciso um esforço em avaliar o que foi de fato aprendido pelas crianças
durante o período que as atividades remotas são ministradas. “Precisamos
começar a pensar desde já programas de reforço e recuperação, assim que for
possível, ou até antes, devemos ter diagnósticos que consigam avaliar o que as
crianças aprenderam e não aprenderam nesse período, o que foi possível fazer, o
que não foi possível, e, a partir daí, traçar um plano de reforço e recuperação
para esses alunos”, sugere.

A professora Xênia Mara Honório acredita que é preciso, com urgência, repensar
a educação, levando-se em conta o paradigma da pandemia. “Uma situação é certa:
as perdas pedagógicas nesse período de distanciamento social são amplas e
perspectivas de recuperação dessa defasagem carecem de pesquisas mais
aprofundadas”, pondera. Apesar das perdas, a especialista elogia a atuação dos
professores, que têm se dedicado a minimizar o impacto dessa nova realidade.
“Os docentes estão investindo na própria formação, reinventando as práticas
pedagógicas, reorganizando o planejamento e superando expectativas no que se
refere à oferta de atividades educacionais adaptadas ao contexto atual.
Certamente, estes serão profissionais fundamentais na reconstrução educacional
do país após o período de pandemia”, acredita a especialista.


Francisco Herrera elenca uma série de mudanças necessárias. “Tanto no macro
quanto no micro devemos pensar em ações concretas. Análise das formas como
planejamos o sistema geral de ensino; produção de sistemas curriculares
contextualizados e construídos a partir das dinâmicas e características
específicas, e não modelos gerais universalizantes”, descreve. Ele afirma,
ainda, ser fundamental a inclusão social nesse processo: “(É preciso) propor
modelos que incluam todas as camadas socioeconômicas, com valorização da
leitura, e não apenas modelos para alguns tipos de famílias com recursos
suficientes. As políticas públicas e as ações específicas e corriqueiras devem
ser para todos”, conclui.

A “chave”
perdida na infância

O Brasil conta com 11 milhões de
analfabetos acima de 15 anos. Há uma forte correlação entre esses cidadãos e a
pobreza. Segundo levantamento publicado em julho deste ano pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de analfabetismo das
pessoas de 15 anos ou mais no país ficou em 6,6% em 2019. Em relação a 2018, a
estatística caiu 0,2 pontos percentuais, o que equivale a cerca de 200 mil
analfabetos a menos em 2019. Mais da metade dos iletrados vive na região
Nordeste, e 21,7% residem no Sudeste. “Norte e Nordeste são regiões com maiores
indicadores, onde as taxas são o dobro da média brasileira. Isso impacta nos
processos de inclusão social, nos índices de desigualdade, nas possibilidades
de promoção social e na perpetuação de condições de pobreza que se reiteram de
geração em geração”, analisa Francisco Herrera.

Leia Também:  1º encontro pedagógico com o tema: NOVOS CAMINHOS DA EDUCAÇÃO BASICA.


“A alfabetização é a “chave de ouro” para que a criança entre no mundo
convencional e social. Sem o acesso aos sistemas notacionais (os códigos que
compõem a escrita), ela não poderá se aproximar do jornal, da lista, das
instruções, da receita de cozinha e dos livros. Tudo isso a afastará das
narrativas e histórias e a deixa excluída e marginalizada”, avalia o
especialista. “Se a criança, nos primeiros anos, não consegue acessar os
sistemas convencionais e de códigos, estaremos diante de um potencial
“abandonador” da escola. O aluno não achará graça, não conseguirá entender o
que se fala, se sentirá separado, segregado. E ele, de fato, será, porque,
normalmente, ninguém o vê na sala de aula. Ele, algum dia, não voltará. Passará
a fazer parte de outras dinâmicas, nas quais a marginalização e a pobreza o
engolirão. Nunca mais iremos saber nada dele. Ele será um dos “invisíveis” do
Estado brasileiro”, alerta o especialista em educação.

Recortes

Na análise por raça, pretos e pardos
têm 5,3% a mais de analfabetos do que os brancos. A taxa de analfabetismo
também aumenta entre os brasileiros mais idosos. Entre a população com 60 anos
ou mais, o percentual chega a 18%, quase 6 milhões de pessoas. Agregando-se a
cor da pele, a diferença torna-se gritante: entre pessoas pretas ou pardas com
mais de 60 anos, a taxa de analfabetismo chega a 27,1%, enquanto que, entre os
brancos, o índice é de 9,5%. “No caso da alfabetização de jovens e adultos, é
importante mencionar a dificuldade natural desses estudantes em acessar os
meios digitais de informação e comunicação. Boa parte das competências a serem
desenvolvidas nesta modalidade estão voltadas para a ampliação do letramento
digital, fato que fica bastante desafiador se pensarmos em um contexto remoto
de ensino”, pondera a professora Xênia Mara Honório.


Pesquisa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (Inep), divulgada em 2017, revelou que mais da metade dos estudantes
do 3º ano do ensino fundamental possuem nível insuficiente de leitura e em
matemática. “É cruel ter um contingente tão grande de crianças que não foram
alfabetizadas na idade adequada”, lamenta Thaiane Pereira, coordenadora do
Todos pela Educação. Ela explica que uma criança com alfabetização deficiente
sofrerá muitos impactos na vida escolar. “Dificilmente ela adquirirá outras
habilidades mais complexas se não tiver o domínio total da questão de entender
textos. Alfabetização, como primeiro passo de uma jornada escolar, é
absolutamente imprescindível”, define Thaiane Pereira.

 

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

COLNIZA

CIDADES

POLÍCIA

POLÍTICA

MAIS LIDAS DA SEMANA