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Adriano Moraes surpreende 'lenda' Demetrious Johnson com joelhada

Brasileiro ‘choca o mundo’ ao nocautear ex-campeão do UFC na Ásia

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Campeão peso mosca (57kg) do UFC entre 2012 e 2018, recordista em defesas de cinturão na principal franquia de MMA, com 11 êxitos em lutas pelo título, Demetrious Johnson sofreu a primeira derrota por nocaute na carreira. O Mighty Mouse, que desde 2019 está no One Championship, evento asiático, levou uma joelhada em cheio do brasileiro Adriano Moraes, o Mikinho, e acabou nocauteado aos 2min24 do segundo round, em Kallang, Singapura.

Mikinho, de 31 anos e natural de Brasília, atleta da conceituada academia American Top Team (ATT), conquistou o maior feito na carreira ao nocautear uma ‘lenda’ no peso mosca do UFC. O brasileiro tomou o cinturão que estava em poder de Demetrious desde novembro de 2019, quando o Mighty Mouse derrotou Danny Kingad, por pontos.

Nas redes sociais, o One Championship exaltou o feito de Adriano Moraes, que ‘chocou o mundo’ ao se tornar o primeiro lutador de MMA a nocautear Demetrious Johnson. Depois de um primeiro round equilibrado, mas com leve domínio do brasiliense, Mikinho partiu para a vitória no segundo assalto, quando soltou bons golpes, que atordoaram o então campeão, que foi ao chão. Adriano acertou joelhada legal, que nocauteou o norte-americano.

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“Este é um sonho que se tornou realidade. Estou realmente trabalhando duro todos os dias. Não tenho palavras para descrever este momento. Conseguimos. Cresci assistindo DJ lutar, ele é uma lenda. Eu sabia exatamente seu jogo, eu e minha equipe fizemos a estratégia perfeita para lutar contra ele. Eu peguei ele com um bom uppercut. Não é uma surpresa para mim. Estou trabalhando com os melhores caras do mundo. Hoje deu certo”, disse Mikinho ainda no cage após a vitória em duelo realizado nessa quarta-feira.

A derrota para o brasileiro foi a quarta de Demetrious Johnson, de 34 anos, no MMA profissional. O Mighty Mouse tem 30 vitórias e um empate no cartel. Ele deixou o UFC depois de perder o cinturão dos moscas para Henry Cejudo, em agosto de 2018, por decisão dividida dos juízes. No One Championship, o norte-americano ganhou três vezes seguidas até ser nocauteado pelo brasileiro e deixar escapar o título.

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Vítima de Chernobyl luta por vaga em Tóquio 35 anos após desastre nuclear

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O espírito de sobrevivência e competitividade foi forjado na marra. Vítima da radiação nuclear quando ainda era um feto no útero, Oksana Masters superou as más formações físicas para construir uma trajetória vitoriosa no esporte paralímpico e na vida. Trinta e cinco anos após o desastre de Chernobyl, a ucraniana naturalizada americana prova diariamente que é a responsável por traçar o próprio destino. E espera que a próxima parada seja nos Jogos de Tóquio.

O ciclismo é o único esporte no qual Oksana competiu nas Paralimpíadas e – ainda – não conquistou uma medalha. Em Londres 2012, no remo, foi bronze ao lado do parceiro Rob Jones. Nos Jogos de Inverno foi muito vitoriosa. Em Sochi 2014 e PyeongChang 2018 mostrou todo o potencial ao conquistar cinco medalhas no esqui cross-country (dois ouros uma prata e dois bronzes) e duas pratas no biatlo.

Essa polivalência é reflexo da personalidade de quem desde cedo precisou lutar além do esporte. Natural de Khmelnytskyi, Oksana nasceu com uma série de más formações nos membros inferiores e nas mãos devido à exposição radioativa sofrida por sua mãe biológica após o desastre nuclear de Chernobyl. Ela foi entregue para adoção e viveu em orfanatos até os sete anos, quando foi adotada pela americana Gay Masters.

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Na época Oksana apresentava sinais de desnutrição aguda e sofria com dores severas nos membros inferiores. Ao receber os devidos cuidados médicos recebeu a notícia de que o melhor seria amputar a perna esquerda. Quatro anos mais tarde também amputou a direita, ambas acima do joelho. Passou ainda por cirurgias nas mãos, uma vez que não tinha polegares.

Em meio a tanta dor e tantas transformações, o esporte se apresentou como ferramenta de reabilitação e de libertação. O primeiro contato foi com o remo, pouco antes da segunda amputação.

– Quando eu estava na água comecei a sentir uma liberdade e um controle que foi tirado de mim tantas vezes no meu passado. Descobri rapidamente que quanto mais eu me esforçava, mais forte, mais rápida e mais no controle eu ficava. Meu corpo respondia à dor com mais força e propósito. Eu empurrava e a água e ela me empurrava de volta – disse, em entrevista à Populous Magazine.

A dedicação à levou ao bronze nos Jogos de Londres. Diante de uma lesão nas costas, Oksana decidiu abandonar o remo. Mas, aos 22 anos, sabia que ainda poderia buscar novos rumos como atleta. Se arriscou tanto nos esportes de inverno quanto no ciclismo adaptado e somou mais três participações olímpicas.

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Na Rio 2016, a ucraniana/americana bateu na trave. Terminou em quarto lugar no ciclismo estrada e em quinto lugar no contrarrelógio. Para Tóquio ela ainda não tem vaga garantida. Voltou a competir na modalidade apenas em meados de abril. E espera conseguir dar conta de todas as variáveis.

– Por ser uma atleta de dois esportes, de duas temporadas (inverno e verão), é realmente, realmente desafiador porque em vez de ter 12 meses de Tóquio para Pequim terei apenas 6 ou 7 meses para a mudança. Meu foco no momento é estar em Tóquio e ainda não estou classificada – disse, em entrevista ao site do Prêmio Laureus.

Oksana recebeu o troféu do Laureus em 2020, em sua terceira indicação. Foi o reconhecimento pela excelente temporada que teve em 2019 nos esportes de inverno. De volta ao “modo verão” e ao ciclismo, alguém duvida do quão longe ela ainda pode ir?

 

Fonte: GE/RJ

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