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Italo, Filipinho e Medina avançam na reabertura do Circuito Mundial de surfe na Austrália

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Deivid Silva, Miguel Pupo, Caio Ibelli e Peterson Crisanto vencem e também se classificam para o round 3. Yago Dora e Alex Ribeiro passam em segundo, e Mineirinho e Jadson caem para a repescagem

 

Depois da paralisação de 3 meses e dos 14 dias de confinamento em um hotel na Austrália por conta da pandemia do Covid-19, a elite do surfe mundial, enfim, voltou a competir. E 6 brasileiros estrearam com vitória em Newcastle, segunda etapa da temporada, e se classificaram direto para a terceira fase: Italo Ferreira, Filipe Toledo, Deivid Silva, Miguel Pupo, Caio Ibelli e Peterson Crisanto.

Quem também avançou na competição – só que em segundo – foram Gabriel Medina, Yago Dora e Alex Ribeiro, enquanto Mineirinho e Jadson André vão ter que passar pelas repescagens.

Com ondas pequenas na Praia de Merewether, em torno de 1m de altura, Italo dominou sua bateria pegando várias na beira e acertando uma grande variedade de aéreos (confira o mais alto no vídeo abaixo). Com um total de 12,23 pontos, o atual campeão mundial e número 3 do ranking avançou para a terceira fase, ao lado do convidado local Jackson Butler (11,50), enquanto o também australiano Jack Robinson (9,33) caiu para a repescagem.

Em entrevista à WSL, Italo disse que “se inspirou na F-1” para ir mais rápido e conseguir os aéreos mais altos. O brasileiro também falou da bateria e das condições do mar:

– Foi legal ali pegar um monte de onda. Tava bem fraco, mas tentei fazer o que eu queria ali na marola. Isso é só um pouco do que pode rolar nas próximas baterias.

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Na abertura da competição, Deivid Silva conquistou a primeira vitória brasileira. Com um total de 11,10 pontos, DVD superou o japonês Kanoa Igarashi (7,20) e o americano Conner Coffin (4,96), que caiu para a repescagem em terceiro. Já Filipinho veio no confronto seguinte e também avançou em primeiro com 11 pontos, enquanto Jadson André (9,30) caiu para a repescagem.

 

Uma das melhores apresentações do dia foi a do atual líder do ranking e bicampeão mundial, John John Florence. O havaiano conseguiu um total de 14,56 pontos para vencer o brasileiro Yago Dora (12,73) e o local Mickey Wright (12). John John só não foi melhor do que Ryan Callinan, que fez 15,26 e tirou a maior nota do dia (7,83) na décima bateria.

Já Medina acabou avançando em segundo, com 10,27, no duelo vencido pelo surfista convidado Crosby Colapinto (EUA), que fez 10,74 pontos. A melhor onda do brasileiro (5,60) veio nos segundos finais (confira no vídeo abaixo).

Na oitava bateria, Peterson Crisanto (10,84) e Alex Ribeiro (8,67) superaram o australiano Owen Wright (8,13) e também avançaram para a terceira fase. Já na 11ª, Miguel Pupo venceu com 10,50 pontos no total.

No confronto que encerrou o round 1, Mineirinho disputou sua 500ª bateria da carreira, mas acabou caindo para repescagem por apenas 2 centésimos (8,84). Caio Ibelli avançou em primeiro, com 10,54, seguido por Seth Moniz (8,86).

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Confira os resultados do Round 1:

1: Kanoa Igarashi (JPN) 7,20 x Conner Coffin (EUA) 4,96 x Deivid Silva (BRA) 11,10
2: Filipe Toledo (BRA) 11 x Jadson Andre (BRA) 9,30 x Morgan Cibilic (AUS) 10,70
3: John John Florence (HAV) 14,56 x Yago Dora (BRA)12,73 x Mikey Wright (AUS) 12,00
4: Jordy Smith (AFS) 11,17 Frederico Morais (PRT) 12,27 x Matt Banting (AUS) 10,90
5: Gabriel Medina (BRA) 10,27 x Matthew McGillivray (AFS) 8,16 x Crosby Colapinto (EUA) 10,74
6: Italo Ferreira (BRA) 12,23 x Jack Robinson (AUS) 9,33 x Jackson Butler (AUS) 11,50
7: Jeremy Flores (FRA) 11,84 x Adrian Buchan (AUS) 11,67 x Connor O’Leary (AUS) 8,53
8: Owen Wright (AUS) 8,13 x Peterson Crisanto (BRA) 10,84 x Alex Ribeiro (BRA) 8,67
9: Julian Wilson (AUS) 10,53 x Wade Carmichael (AUS) 10,60 x Ethan Ewing (AUS) 11,10
10: Ryan Callinan (AUS) 15,26 x Griffin Colapinto (EUA) 12,50 x Leonardo Fioravanti (ITA) 8,37
11: Jack Freestone (AUS) 9,40 x Michel Bourez (FRA) 7,77 x Miguel Pupo (BRA) 10,50
12: Caio Ibelli (BRA) 10,54 Seth Moniz (HAV) 8,86 x Adriano de Souza (BRA) 8,84

 

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Vítima de Chernobyl luta por vaga em Tóquio 35 anos após desastre nuclear

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O espírito de sobrevivência e competitividade foi forjado na marra. Vítima da radiação nuclear quando ainda era um feto no útero, Oksana Masters superou as más formações físicas para construir uma trajetória vitoriosa no esporte paralímpico e na vida. Trinta e cinco anos após o desastre de Chernobyl, a ucraniana naturalizada americana prova diariamente que é a responsável por traçar o próprio destino. E espera que a próxima parada seja nos Jogos de Tóquio.

O ciclismo é o único esporte no qual Oksana competiu nas Paralimpíadas e – ainda – não conquistou uma medalha. Em Londres 2012, no remo, foi bronze ao lado do parceiro Rob Jones. Nos Jogos de Inverno foi muito vitoriosa. Em Sochi 2014 e PyeongChang 2018 mostrou todo o potencial ao conquistar cinco medalhas no esqui cross-country (dois ouros uma prata e dois bronzes) e duas pratas no biatlo.

Essa polivalência é reflexo da personalidade de quem desde cedo precisou lutar além do esporte. Natural de Khmelnytskyi, Oksana nasceu com uma série de más formações nos membros inferiores e nas mãos devido à exposição radioativa sofrida por sua mãe biológica após o desastre nuclear de Chernobyl. Ela foi entregue para adoção e viveu em orfanatos até os sete anos, quando foi adotada pela americana Gay Masters.

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Na época Oksana apresentava sinais de desnutrição aguda e sofria com dores severas nos membros inferiores. Ao receber os devidos cuidados médicos recebeu a notícia de que o melhor seria amputar a perna esquerda. Quatro anos mais tarde também amputou a direita, ambas acima do joelho. Passou ainda por cirurgias nas mãos, uma vez que não tinha polegares.

Em meio a tanta dor e tantas transformações, o esporte se apresentou como ferramenta de reabilitação e de libertação. O primeiro contato foi com o remo, pouco antes da segunda amputação.

– Quando eu estava na água comecei a sentir uma liberdade e um controle que foi tirado de mim tantas vezes no meu passado. Descobri rapidamente que quanto mais eu me esforçava, mais forte, mais rápida e mais no controle eu ficava. Meu corpo respondia à dor com mais força e propósito. Eu empurrava e a água e ela me empurrava de volta – disse, em entrevista à Populous Magazine.

A dedicação à levou ao bronze nos Jogos de Londres. Diante de uma lesão nas costas, Oksana decidiu abandonar o remo. Mas, aos 22 anos, sabia que ainda poderia buscar novos rumos como atleta. Se arriscou tanto nos esportes de inverno quanto no ciclismo adaptado e somou mais três participações olímpicas.

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Na Rio 2016, a ucraniana/americana bateu na trave. Terminou em quarto lugar no ciclismo estrada e em quinto lugar no contrarrelógio. Para Tóquio ela ainda não tem vaga garantida. Voltou a competir na modalidade apenas em meados de abril. E espera conseguir dar conta de todas as variáveis.

– Por ser uma atleta de dois esportes, de duas temporadas (inverno e verão), é realmente, realmente desafiador porque em vez de ter 12 meses de Tóquio para Pequim terei apenas 6 ou 7 meses para a mudança. Meu foco no momento é estar em Tóquio e ainda não estou classificada – disse, em entrevista ao site do Prêmio Laureus.

Oksana recebeu o troféu do Laureus em 2020, em sua terceira indicação. Foi o reconhecimento pela excelente temporada que teve em 2019 nos esportes de inverno. De volta ao “modo verão” e ao ciclismo, alguém duvida do quão longe ela ainda pode ir?

 

Fonte: GE/RJ

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