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Brooklyn Nets leva susto, mas vence o Houston Rockets de virada e assume o topo do Leste

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O Brooklyn Nets sofreu mais do que deveria, mas venceu o Houston Rockets por 120 a 108 e é o novo líder da Conferência Leste após o tropeço do Philadelphia 76ers. Joe Harris e Kyrie Irving foram os grandes protagonistas do confronto, somando para 59 pontos.

Com a vitória, o Brooklyn foi a 33, passando os 76ers no Leste, que estagnou em 32 ao perder para os Nuggets. Já os Rockets continuam na 14º posição do Oeste, pensando mais na temporada 2021-2022 que de fato nesta.

Na próxima sexta-feira (02), o Houston Rockets entra em quadra para encarar o Boston Celtics, às 20h30, em Boston. Já Brooklyn não terá descanso, nesta quinta-feira (01), às 20h30, é hora de enfrentar o Charlotte Hornets,

Ignição total de Houston

Em um confronto entre o segundo pior time da Conferência Oeste e o vice-líder da Leste, o esperado era um domínio do segundo, certo? Mas não foi o que aconteceu. Jogando no Brooklyn, o Houston Rockets começou a partida em ritmo muito acelerado e conseguindo explorar bem a defesa dos Nets.

Ainda no primeiro quarto, chegou a ter 18 pontos de vantagem sobre os donos da casa. O ala Danuel House Jr. comandava na pontuação, mas com ajuda de quase todo o elenco de Houston, que não contou com o armador John Wall, principal destaque da equipe.

Brooklyn, por outro lado, só tinha Kyrie Irving e James Harden. Os dois armadores foram, basicamente, os únicos pontuar até quase metade do segundo quarto. Faltando 8 minutos e meio para o intervalo, o Brooklyn Nets tinha 34 pontos anotados, sendo 29 da dupla.

Aos poucos, outros jogadores dos Nets foram participando mais, especialmente Joe Harris, mas não o suficiente para ameaçar a liderança, até um pouco confortável, de Houston, que levou 11 pontos de vantagem para os vestiários.

Reação e virada

Os Nets voltaram do intervalo mais atentos na marcação e mais coesos no ataque, com Kyrie Irving quente e Joe Harris encontrando boas bolas o time foi reduzindo a frente dos visitantes e encostando no placar.

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Houston até tentou segurar, mas os donos da casa assumiram pela primeira vez a liderança da partida faltando pouco mais de 20 segundos para o fim da terceira etapa. É bem verdade que Houston ainda fechou o quarto na frente, mas a reação seguiu.

Depois de Houston esfriar o momento dos Nets um pouco no começo da etapa final, Brooklyn voltou a encostar, assumiu a liderança e enfim abrir uma pequena vantagem já na segunda metade do quarto. A partir daí só deu Kyrie e Harris.

Rapidamente a equipe passou a acertar os arremessos e ampliar cada vez mais a diferença no placar, ao ponto de, no fim, a partida ter parecido bem mais fácil do que realmente foi: 120 a 108 para os donos da casa e liderança da Conferência Leste.

Blazers vencem a quarta seguida sob comando de Lillard

O Portland Trail Blazers coroou o bom mês de março ao vencer a quarta partida consecutiva: 124 a 101 sobre o Detroit Pistons. Como não poderia deixar de ser, Damian Lillard fez mais uma partidaça, com direito a duplo-duplo de 33 pontos e 10 assistências.

Lillard em ação por Portland — Foto: Chris Schwegler/NBAE via Getty Images

Blazers: 6º no Oeste.
Pistons: 15º no Leste.

Heat vira no fim e entra em zona de playoffs

Com 20 pontos e 8 rebotes, Duncan Robinson comandou o Miami Heat em uma virada sobre o Indiana Pacers para garantir o triunfo por 92 a 87 e colocar a equipe da Flórida na sexta colocação, a última da zona de vaga direta para os playoffs.

Duncan Robinson foi O Cara do Heat — Foto: Ron Hoskins/NBAE via Getty Images

Heat: 6º no Leste.
Pacers: 9º no Leste.

Doncic dá show, e Mavericks vencem os Celtics

Se Luka Doncic precisava aprimorar alguma coisa em seu jogo, certamente era o aproveitamento nos chutes do perímetro. Pois então, contra o Boston Celtics foram 11 tentativas e 7 bolas certeiras.

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Com 36 pontos do armador, os Mavs venceram por 113 a 108 e seguem sonhando com vaga direta nos playoffs.

Luka Doncic foi letal nos arremessos de três — Foto: Brian Babineau/NBAE via Getty Images

Mavericks: 7º no Oeste.
Celtics: 8º no Leste.

Timberwolves surpreendem Knickcs e embolam o Leste

O lanterna da Conferência Oeste, Minnesota Timberwolves, surpreendeu o New York Knicks para garantir uma vitória por 102 a 101 de virada, após entrar o último quarto perdendo por 11 pontos. O grande nome foi Karl-Anthony Towns, com 18 pontos e 17 rebotes.

Karl-Anthony Towns dominou o garrafão dos Wolves — Foto: David Sherman/NBAE via Getty Images

Timberwolves: 15º no Oeste.
Knicks: 5º no Leste.

Thunder vence e afunda Raptors na crise

O Oklahoma City Thunder contou com Moses Brown e Isaiah Roby em noite inspirada para vencer o Toronto Raptors por 113 a 103, a quarta derrota consecutiva da equipe canadense, que vai se complicando na briga por vaga no play-in.

Thunder vence os Raptors — Foto: Zach Beeker/NBAE via Getty Images

Thunder: 13º no Oeste.
Raptors: 11º no Leste.

Mike Conley comanda 7ª vitória seguida do Jazz

A lei do ex imperou na noite da NBA. Pelo Utah Jazz, Mike Conley castigou o Memphis Grizzlies, onde jogou de 2007 a 2019, e comandou a vitória por 111 a 107, o sétimo triunfo em sequência do líder da Conferência Oeste.

Mike Conley rindo à toa — Foto: Joe Murphy/NBAE via Getty Images

Jazz: 1º no Oeste.
Grizzlies: 9º no Oeste.

Spurs vencem e encerram melhor sequência dos Kings na temporada

Com 26 pontos de DeMar DeRozan, o San Antonio Spurs venceu o Sacramento Kings por 120 a 106, encerrando uma sequência de cinco vitórias seguidas do adversário na temporada, a melhor até aqui. San Antonio segue na cola de Dallas no play-in.

 

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Vítima de Chernobyl luta por vaga em Tóquio 35 anos após desastre nuclear

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O espírito de sobrevivência e competitividade foi forjado na marra. Vítima da radiação nuclear quando ainda era um feto no útero, Oksana Masters superou as más formações físicas para construir uma trajetória vitoriosa no esporte paralímpico e na vida. Trinta e cinco anos após o desastre de Chernobyl, a ucraniana naturalizada americana prova diariamente que é a responsável por traçar o próprio destino. E espera que a próxima parada seja nos Jogos de Tóquio.

O ciclismo é o único esporte no qual Oksana competiu nas Paralimpíadas e – ainda – não conquistou uma medalha. Em Londres 2012, no remo, foi bronze ao lado do parceiro Rob Jones. Nos Jogos de Inverno foi muito vitoriosa. Em Sochi 2014 e PyeongChang 2018 mostrou todo o potencial ao conquistar cinco medalhas no esqui cross-country (dois ouros uma prata e dois bronzes) e duas pratas no biatlo.

Essa polivalência é reflexo da personalidade de quem desde cedo precisou lutar além do esporte. Natural de Khmelnytskyi, Oksana nasceu com uma série de más formações nos membros inferiores e nas mãos devido à exposição radioativa sofrida por sua mãe biológica após o desastre nuclear de Chernobyl. Ela foi entregue para adoção e viveu em orfanatos até os sete anos, quando foi adotada pela americana Gay Masters.

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Na época Oksana apresentava sinais de desnutrição aguda e sofria com dores severas nos membros inferiores. Ao receber os devidos cuidados médicos recebeu a notícia de que o melhor seria amputar a perna esquerda. Quatro anos mais tarde também amputou a direita, ambas acima do joelho. Passou ainda por cirurgias nas mãos, uma vez que não tinha polegares.

Em meio a tanta dor e tantas transformações, o esporte se apresentou como ferramenta de reabilitação e de libertação. O primeiro contato foi com o remo, pouco antes da segunda amputação.

– Quando eu estava na água comecei a sentir uma liberdade e um controle que foi tirado de mim tantas vezes no meu passado. Descobri rapidamente que quanto mais eu me esforçava, mais forte, mais rápida e mais no controle eu ficava. Meu corpo respondia à dor com mais força e propósito. Eu empurrava e a água e ela me empurrava de volta – disse, em entrevista à Populous Magazine.

A dedicação à levou ao bronze nos Jogos de Londres. Diante de uma lesão nas costas, Oksana decidiu abandonar o remo. Mas, aos 22 anos, sabia que ainda poderia buscar novos rumos como atleta. Se arriscou tanto nos esportes de inverno quanto no ciclismo adaptado e somou mais três participações olímpicas.

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Na Rio 2016, a ucraniana/americana bateu na trave. Terminou em quarto lugar no ciclismo estrada e em quinto lugar no contrarrelógio. Para Tóquio ela ainda não tem vaga garantida. Voltou a competir na modalidade apenas em meados de abril. E espera conseguir dar conta de todas as variáveis.

– Por ser uma atleta de dois esportes, de duas temporadas (inverno e verão), é realmente, realmente desafiador porque em vez de ter 12 meses de Tóquio para Pequim terei apenas 6 ou 7 meses para a mudança. Meu foco no momento é estar em Tóquio e ainda não estou classificada – disse, em entrevista ao site do Prêmio Laureus.

Oksana recebeu o troféu do Laureus em 2020, em sua terceira indicação. Foi o reconhecimento pela excelente temporada que teve em 2019 nos esportes de inverno. De volta ao “modo verão” e ao ciclismo, alguém duvida do quão longe ela ainda pode ir?

 

Fonte: GE/RJ

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