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Minas vence Sesi-Bauru pelas mãos de Thaisa e larga na frente na semi da Superliga Feminina

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Time mineiro segura pressão das paulistas, confirma favoritismo e fica a uma vitória da decisão

 

O tal favoritismo foi posto à prova em alguns momentos. Mas, sob o comando de Thaisa, o Minas se impôs sobre o Sesi-Bauru na abertura da série semifinal da Superliga Feminina. Em um jogo que entrou pela madrugada de sábado, a equipe mineira venceu por 3 sets a 1, parciais 25/23, 24/26, 25/19 e 25/17. Assim, está a uma vitória da final da competição.

Thaisa, com 21 pontos, foi o grande nome do jogo, guiada pelas mãos de Macris. A dupla funcionou bem durante boa parte da partida, assim como Pri Daroit, com 20, e Megan Easy, com 18. Do outro lado, Tifanny, com 22 pontos, e Polina Rahimova, com 20, bem que tentaram, mas não evitaram a derrota no duelo de abertura da série.

Os dois times voltam a se enfrentar neste domingo, às 21h30, com transmissão do SporTV2. Ao Minas, basta ganhar para avançar à decisão. Ao Sesi-Bauru, a vitória passa a ser obrigação para se manter vivo no duel

1° set – Minas larga na frente

Thaisa, em um ataque certeiro pelo meio, abriu a contagem. O Minas começou a partida acelerado. Em um ace de Macris, abriu 4/0 no placar sem fazer muito esforço. Tiffany, com uma pancada, colocou a primeira bola do Sesi-Bauru no chão. Foi a deixa para o time paulista, sem a búlgara Dobriana Rabadzhieva, lesionada, se recuperar, diminuindo a diferença para um ponto, novamente com Tifanny. A partir dali, o equilíbrio se instaurou.

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Um ace de Vanessa Janke fez o time paulista abrir 12/10 e forçou o técnico Nicola Nigro a parar o jogo. Mais tarde, Kasiely, que entrara apenas para sacar, contou com a sorte ao ver a bola resvalar na fita, cair no chão rival e marcar 17/17 no placar. Pri Daroit, na sequência, colocou o time mineiro mais uma vez em vantagem. Apesar das pancadas de Polina Rahimova, o Sesi-Bauru não conseguiu se recuperar: 25/22.

2° set – Sesi-Bauru se recupera

Na volta à quadra, um início perfeito do Sesi-Bauru. O time paulista abriu 5/0 depois de um ataque de Tifanny. Minas ensaiou uma reação, mas esbarrou no bloqueio certeiro das rivais. Em um deles, Rahimova parou Megan Easy na rede e abriu 10/5. Mas o Minas voltou a crescer. Aos poucos, encontrou espaços no jogo e chegou ao empate com Pri Daroit, em uma pancada, marcando 14/14 no placar.

Um bloqueio de Thaisa recolocou as mineiras em vantagem. A diferença aumentou com o ataque errado de Tifanny, na rede, abrindo 18/15. Rubinho, então, parou o jogo. O Sesi-Bauru, então, reagiu e deixou tudo igual depois de um bloqueio de Dani Lins: 21/21. O Minas até voltou a abrir, mas Rahimova e Tifanny levaram as paulistas ao set point, com 24/23. Foi a vez de Nigro parar o jogo. Mas de pouco adiantou: em uma bola para fora de Pri Daroit, fim de set a favor das paulistas: 26/24.

3° set – Thaísa comanda parcial do Minas

O Minas até que largou na frente no terceiro set. Mas nada que significasse uma diferença assim tão grande. Tanto que um ataque de Megan Easy para fora deu o empate para o Sesi-Bauru em 6/6. Carol Gattaz e Thaisa apareceram bem, e as mineiras abriram 12/9. Rubinho, então, parou o jogo. Mas de pouco adiantou. As duas centrais seguiram dominando as ações, e o Minas abriu 17/12.

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Um erro de saque de Kasiely, um ace de Rahimova. Sesi-Bauru chegou a diminuir a diferença, mas a reação não durou muito. Com um bloqueio de Thaisa, a vantagem já era de cinco pontos, com 19/14. Rubinho parou a partida mais uma vez. O time paulista tentou buscar, mas não conseguiu. Thaisa, com um toque forçado, fechou a conta na parcial: 25/19.

4° set – Passeio do Minas

O Minas quis resolver logo a vida. No ataque de Megan Easy, 7/3. Rubinho, então, logo parou o jogo. Mas, àquela altura, o time mineiro tinha o jogo em mãos. Com tranquilidade e com o brilho de Megan Easy, logo a vantagem era de 13/8. Em um erro de Thaisa e mais um ponto de Rahimova, a diferença caiu para três pontos. Foi a vez de Nigro parar a partida.

Foi só um susto. O Minas logo voltou a abrir. No bloqueio de Pri Daroit, o placar marcou 19/12. Rubinho parou o jogo e tentou puxar uma reação. “Vamos reagir ou não?”, perguntou o treinador. O desânimo, porém, foi maior. A vitória do Minas chegou com uma pancada de Megan Easy, explorando o bloqueio: 25/17.

Fonte Globo Esporte

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Vítima de Chernobyl luta por vaga em Tóquio 35 anos após desastre nuclear

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O espírito de sobrevivência e competitividade foi forjado na marra. Vítima da radiação nuclear quando ainda era um feto no útero, Oksana Masters superou as más formações físicas para construir uma trajetória vitoriosa no esporte paralímpico e na vida. Trinta e cinco anos após o desastre de Chernobyl, a ucraniana naturalizada americana prova diariamente que é a responsável por traçar o próprio destino. E espera que a próxima parada seja nos Jogos de Tóquio.

O ciclismo é o único esporte no qual Oksana competiu nas Paralimpíadas e – ainda – não conquistou uma medalha. Em Londres 2012, no remo, foi bronze ao lado do parceiro Rob Jones. Nos Jogos de Inverno foi muito vitoriosa. Em Sochi 2014 e PyeongChang 2018 mostrou todo o potencial ao conquistar cinco medalhas no esqui cross-country (dois ouros uma prata e dois bronzes) e duas pratas no biatlo.

Essa polivalência é reflexo da personalidade de quem desde cedo precisou lutar além do esporte. Natural de Khmelnytskyi, Oksana nasceu com uma série de más formações nos membros inferiores e nas mãos devido à exposição radioativa sofrida por sua mãe biológica após o desastre nuclear de Chernobyl. Ela foi entregue para adoção e viveu em orfanatos até os sete anos, quando foi adotada pela americana Gay Masters.

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Na época Oksana apresentava sinais de desnutrição aguda e sofria com dores severas nos membros inferiores. Ao receber os devidos cuidados médicos recebeu a notícia de que o melhor seria amputar a perna esquerda. Quatro anos mais tarde também amputou a direita, ambas acima do joelho. Passou ainda por cirurgias nas mãos, uma vez que não tinha polegares.

Em meio a tanta dor e tantas transformações, o esporte se apresentou como ferramenta de reabilitação e de libertação. O primeiro contato foi com o remo, pouco antes da segunda amputação.

– Quando eu estava na água comecei a sentir uma liberdade e um controle que foi tirado de mim tantas vezes no meu passado. Descobri rapidamente que quanto mais eu me esforçava, mais forte, mais rápida e mais no controle eu ficava. Meu corpo respondia à dor com mais força e propósito. Eu empurrava e a água e ela me empurrava de volta – disse, em entrevista à Populous Magazine.

A dedicação à levou ao bronze nos Jogos de Londres. Diante de uma lesão nas costas, Oksana decidiu abandonar o remo. Mas, aos 22 anos, sabia que ainda poderia buscar novos rumos como atleta. Se arriscou tanto nos esportes de inverno quanto no ciclismo adaptado e somou mais três participações olímpicas.

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Na Rio 2016, a ucraniana/americana bateu na trave. Terminou em quarto lugar no ciclismo estrada e em quinto lugar no contrarrelógio. Para Tóquio ela ainda não tem vaga garantida. Voltou a competir na modalidade apenas em meados de abril. E espera conseguir dar conta de todas as variáveis.

– Por ser uma atleta de dois esportes, de duas temporadas (inverno e verão), é realmente, realmente desafiador porque em vez de ter 12 meses de Tóquio para Pequim terei apenas 6 ou 7 meses para a mudança. Meu foco no momento é estar em Tóquio e ainda não estou classificada – disse, em entrevista ao site do Prêmio Laureus.

Oksana recebeu o troféu do Laureus em 2020, em sua terceira indicação. Foi o reconhecimento pela excelente temporada que teve em 2019 nos esportes de inverno. De volta ao “modo verão” e ao ciclismo, alguém duvida do quão longe ela ainda pode ir?

 

Fonte: GE/RJ

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