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Thaísa anunciou, na noite de terça-feira, sua aposentadoria da Seleção Brasileira

Thaísa dá adeus à seleção e recebe apoio de amigos. Veja a repercussão

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A bicampeã olímpica Jaqueline – as duas conquistaram o ouro, juntas, nos Jogos de Pequim-2008 e Londres-2012 -, escreveu: “Você é gigante. Parabéns por tudo que você fez pela Seleção”.

“Gigante. Vai fazer muita falta. Mas estamos do seu lado”, disse a ponteira Natália, que vai aparecer na lista de Zé Roberto que deve ser divulgada na próxima quinta-feira. O treinador fez uma convocação preliminar na semana passada com 11 atletas – que já haviam terminado seus compromissos nos clubes. As centrais Bia, Adenízia e Mayany; a ponteira Ana Cristina, as opostas Lorenne, Tandara e Rosamaria, as levantadoras Roberta e Dani Lins e as líberos Nyeme e Camila Brait. Zé Roberto convidou as centrais Diana e Lorena e a ponteira Karina a participarem dos treinos.

A expectativa era a presença de Thaísa na próxima lista, mas ela revelou que fisicamente não consegue mais aliar a temporada de clubes com a de seleção. “É exatamente por não conseguir mais dar esta entrega, física e mental, que eu encerro minha história com a Seleção. Os últimos anos foram duros para o meu corpo, convivendo com dores diariamente. Não consigo ajudar ao grupo todo da forma como gosto e entendo que seja necessária. Preciso descansar e respeitar, mais do que tudo, o meu corpo, que é minha ferramenta de trabalho. Pensando na longevidade da minha carreira em clubes, é hora de me recuperar. Conversei com meus médicos e familiares e chegamos a esta conclusão”, escreveu a bicampeã olímpica.

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“Você é gigante! Tive muita sorte de dividir momentos inesquecíveis ao seu lado! Parabéns e obrigada por tudo! Seu legado é perene”, postou a também bicampeã olímpica líbero Fabi, hoje comentarista do SporTV.

A companheira de time e campeã da Superliga 2020/21 a oposta norte-americana Dani Cuttino também se manifestou: “Incrível jogadora e companheira de time. Sou abençoada por ter divido a quadra com você”.

O bicampeão olímpico Maurício, ex-levantador da Seleção Brasileira, atualmente embaixador do time do Vôlei Renata, foi compreensivo: “Simplesmente te respeito e te agradeço por tudo que fez pelo Brasil. Deus te abençoe. Temos de compreender a sua decisão de coragem e lealdade com todos. Agora, a camisa 6 da Seleção, não sei quem vai ter coragem de usar e corresponder”, brincou o ex-camisa 6 da Seleção Masculina.

“Não tenho adjetivos para você. Choramos e ganhamos muito juntas. Aprendi muito com você. Torço e sempre vou torcer por você, loirão, vai fazer muita falta no voleibol brasileiro, rainha das quadras”, escreveu a central Adenízia, campeã olímpica em Londres-2012.

“Tha, admiro muito a atleta que você é e toda a sua história. Sou grata por ter tido a oportunidade de jogar ao seu lado e aprender com você. Parabéns por tudo que você foi e ainda será. Você merece. Gratidão por me inspirar”, disse a central Carol, do Dentil Praia Clube, que deve ser convocada por Zé Roberto na lista de quinta-feira.

“Você é exemplo, cara. Sorte a minha ter convivido com um ser humano como você. Obrigada pelo seu legado. Você inspirou gerações. Você me inspirou. Te amo, na moral”, postou a levantadora Bruninha, que jogou ao lado de Thaísa no Minas, na temporada 2019/20 na última Superliga foi destaque do Curitiba.

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“Ai meu coração… Vai ser tão estranho e diferente não te ver lá. Mas é a vida né. Você é gigante e tem uma história maravilhosa de muito brilho, trabalho, dedicação e superação. Uma mulher guerreira e que sempre inspirou e irá inspirar muitos. Sou fã”, disse o líbero do Fiat Minas, Maique.

A central norte-americana Rachel Adams, companheira de time de Thaísa na Turquia, em 2016, também se manifestou: “Tão grata. Eu joguei com você e contra você na minha carreira. Você sempre será um ser humano incrível. Vai fazer muita falta. Sua determinação e sua jornada inspiram muitas pessoas”.

A ponteira norte-americana Jordan Larson, vice-campeã olímpica em Londres 2012 – perdeu a final justamente para o Brasil e ex-companheira de Thaísa no Eczacibasi – escreveu: “Foi um prazer jogar com você e competir contra você. Uma das maiores centrais que já vi jogar. Desejo que você tenha sucesso no que vier a seguir. Se quiser jogar nos Estados Unidos, me procure”.

“Gigante. Você é gigante”, escreveu a líbero Camila Brait.

“A melhor! Parabéns pela temporada, pelo exemplo e pela sua dedicação”, disse a levantadora Roberta.

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Vítima de Chernobyl luta por vaga em Tóquio 35 anos após desastre nuclear

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O espírito de sobrevivência e competitividade foi forjado na marra. Vítima da radiação nuclear quando ainda era um feto no útero, Oksana Masters superou as más formações físicas para construir uma trajetória vitoriosa no esporte paralímpico e na vida. Trinta e cinco anos após o desastre de Chernobyl, a ucraniana naturalizada americana prova diariamente que é a responsável por traçar o próprio destino. E espera que a próxima parada seja nos Jogos de Tóquio.

O ciclismo é o único esporte no qual Oksana competiu nas Paralimpíadas e – ainda – não conquistou uma medalha. Em Londres 2012, no remo, foi bronze ao lado do parceiro Rob Jones. Nos Jogos de Inverno foi muito vitoriosa. Em Sochi 2014 e PyeongChang 2018 mostrou todo o potencial ao conquistar cinco medalhas no esqui cross-country (dois ouros uma prata e dois bronzes) e duas pratas no biatlo.

Essa polivalência é reflexo da personalidade de quem desde cedo precisou lutar além do esporte. Natural de Khmelnytskyi, Oksana nasceu com uma série de más formações nos membros inferiores e nas mãos devido à exposição radioativa sofrida por sua mãe biológica após o desastre nuclear de Chernobyl. Ela foi entregue para adoção e viveu em orfanatos até os sete anos, quando foi adotada pela americana Gay Masters.

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Na época Oksana apresentava sinais de desnutrição aguda e sofria com dores severas nos membros inferiores. Ao receber os devidos cuidados médicos recebeu a notícia de que o melhor seria amputar a perna esquerda. Quatro anos mais tarde também amputou a direita, ambas acima do joelho. Passou ainda por cirurgias nas mãos, uma vez que não tinha polegares.

Em meio a tanta dor e tantas transformações, o esporte se apresentou como ferramenta de reabilitação e de libertação. O primeiro contato foi com o remo, pouco antes da segunda amputação.

– Quando eu estava na água comecei a sentir uma liberdade e um controle que foi tirado de mim tantas vezes no meu passado. Descobri rapidamente que quanto mais eu me esforçava, mais forte, mais rápida e mais no controle eu ficava. Meu corpo respondia à dor com mais força e propósito. Eu empurrava e a água e ela me empurrava de volta – disse, em entrevista à Populous Magazine.

A dedicação à levou ao bronze nos Jogos de Londres. Diante de uma lesão nas costas, Oksana decidiu abandonar o remo. Mas, aos 22 anos, sabia que ainda poderia buscar novos rumos como atleta. Se arriscou tanto nos esportes de inverno quanto no ciclismo adaptado e somou mais três participações olímpicas.

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Na Rio 2016, a ucraniana/americana bateu na trave. Terminou em quarto lugar no ciclismo estrada e em quinto lugar no contrarrelógio. Para Tóquio ela ainda não tem vaga garantida. Voltou a competir na modalidade apenas em meados de abril. E espera conseguir dar conta de todas as variáveis.

– Por ser uma atleta de dois esportes, de duas temporadas (inverno e verão), é realmente, realmente desafiador porque em vez de ter 12 meses de Tóquio para Pequim terei apenas 6 ou 7 meses para a mudança. Meu foco no momento é estar em Tóquio e ainda não estou classificada – disse, em entrevista ao site do Prêmio Laureus.

Oksana recebeu o troféu do Laureus em 2020, em sua terceira indicação. Foi o reconhecimento pela excelente temporada que teve em 2019 nos esportes de inverno. De volta ao “modo verão” e ao ciclismo, alguém duvida do quão longe ela ainda pode ir?

 

Fonte: GE/RJ

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