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Um homem foi preso após trocar tiros com a polícia, em um prédio comercial no distrito de Orange, ao sul de Los Angeles

Tiroteio na Califórnia deixa quatro mortos, incluindo uma criança

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ORANGE, EUA — Quatro pessoas morreram, incluindo uma criança, durante um ataque a tiros em um prédio de escritórios em Orange, no Sul da Califórnia, na quarta-feira, afirmaram as autoridades. É o terceiro incidente do tipo nos Estados Unidos em duas semanas, situações que reacenderam os debates sobre maiores controles na venda de armas, um assunto que há décadas é motivo de discórdia no país.

O tiroteio ocorreu num prédio comercial de dois andares, por volta de 17h30 (21h30, horário de Brasília), na localidade ao sul de Los Angeles. Na página oficial do Departamento de Polícia de Orange, no Facebook, foi postado o relato de que um “tiroteio envolvendo um policial” havia ocorrido e que a situação já havia sido “estabilizada”, sem mais ameaças ao público.

O suspeito foi internado em situação crítica, com ferimento causado por bala de fogo. Uma quinta vítima, uma mulher, também está internada em estado crítico. Maiores detalhes sobre ambos ou referentes às outras vítimas, contudo, não foram divulgados pelas autoridades.

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Este é o terceiro tiroteio em massa ocorrido nos Estados Unidos, nas últimas duas semanas. Em 16 de março, oito pessoas foram mortas a tiros por um homem armado, em Atlanta. Poucos dias depois, em 22 de março, 10 pessoas foram mortas quando um homem abriu fogo em um supermercado em Boulder, Colorado. Os suspeitos, em ambos os casos, foram presos.

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, reagiu no Twitter, chamando o evento de Orange de “horrível e comovente”.

Segundo o jornal The New York Times, a tenente Jennifer Amat, porta-voz do Departamento de Polícia de Orange, relatou que tiros estavam sendo disparados quando os policiais chegaram, e os agentes atiraram no suspeito, que foi levado ao hospital. O estado de saúde dele não foi divulgado.

O dono de uma oficina mecânica vizinha ao prédio comercial, que pediu para não ser identificado, disse ter ouvido, inicialmente, cerca de quatro tiros. Após a chegada da polícia, segundo ele, foram mais 10 tiros. “É estranho ter algo assim acontecendo na porta ao lado. Nunca tínhamos ouvido nada parecido antes”, disse.

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Fonte Globo

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Dois jornalistas são torturados pelo Talibã no Afeganistão

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Foram quatro horas de pavor dentro da delegacia de polícia em Karte Char, bairro situado na região oeste de Cabul. Os jornalistas Taqi Daryabi e Nematullah Naqdi, repórteres do diário Etilaatroz, cobriam um protesto das mulheres, na mesma área da capital afegã. Os dois acabaram presos e torturados pela milícia fundamentalista islâmica Talibã. O incidente ocorre horas depois de o grupo que governa o Afeganistão decretar a proibição de manifestações sem prévia autorização do regime.

“Quando eu e Naqdi chegamos ao local do ato com as câmeras e equipamentos, tivemos de esperar 20 minutos até o início do protesto. Decidimos fazer algumas tomadas de vídeo. No momento em que alguns talibãs se aproximaram, escondi a câmera. As mulheres tentaram intervir, mas eles nos levaram e conduziram outro homem conosco. Ao entrarmos na delegacia, vimos que espancavam o homem com toda a força. Fiquei chocado”, relatou Daryabi, 22 anos, ao Correio, por meio do WhatsApp. Elem seriam os próximos.

De acordo com Daryabi, cerca de 10 policiais talibãs o cercaram e começaram a espancá-lo, em uma sala anexa. “Eles me bateram com chicotes. Usaram uma haste elétrica e tudo o que tinham em mãos. Torturaram-me por 10 minutos, até que perdi a energia e desmaiei. Assim que recuperei a consciência e percebi minha situação, pararam com o espancamento e me levaram a outra sala, onde havia 10 pessoas acusadas de crimes”, afirmou. “Eu estava sem energia e não conseguia me mover. Um dos presos me ajudou a deitar-me.” Depois de cinco minutos, Naqdi foi levado ao recinto. “Estava na mesma condição que eu. Após quatro horas, fomos soltos e voltamos à Redação”, disse Daryabi.

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O Correio também falou com Naqdi. “Os talibãs me conduziram a uma sala separada e, sem me explicar por que fui preso, tomaram meu celular e o desligaram. Amarram minhas mãos atrás da cabeça e ataram minhas pernas. Cinco talibãs começaram a me golpear com violência. Também me deram choques. Apanhei durante 10 a 15 minutos. Chutaram minha cabeça e meu rosto. Desmaiei quatro vezes. Eu dizia a eles que sou jornalista, mas não se importavam com isso”, relatou. “Meu corpo inteiro dói. Tudo, dos joelhos aos pés. Um dos meus olhos sangra, minha orelha esquerda levou tapas, e não consigo escutar direito. Meu corpo inteiro está despedaçado.”

Ao saber que Daryabi e Naqdi tinham sido detidos, o também repórter Aber Shaygan e o editor Khadem Hussain Karimi se dirigiram à delegacia. “O Talibã os espancou severamente e torturou-os com cabos, cassetetes, chutes e coronhadas. Cada um deles desmaiou por várias vezes e todos foram levados ao hospital”, afirmou Shaygan, 23, à reportagem. Segundo ele, Daryabi e Naqdi mal conseguiam caminhar, quando entraram na Redação.

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“O que percebi na delegacia foi uma diferença enorme entre o que os talibãs diziam e o que faziam. Os seus líderes e porta-vozes tentam transmitir uma boa imagem à mídia. Na prática, são um grupo muito violento, extremista e selvagem, que viola gravemente os direitos humanos. O Talibã também é incoerente e fragmentado. Subordinados nem sempre agem de acordo com as ordens das lideranças”, comentou Shaygan. A agência de notícias France-Presse (AFP) questionou o governo do Talibã sobre o assunto, mas não obteve resposta. Ontem, a enviada da Organização das Nações Unidas (ONU) ao Afeganistão, Deborah Lyons, admitiu que os talibãs cometeram homicídios em represália após a tomada do poder, apesar das promessas de anistia.

Voz de uma vítima

“O trabalho livre da imprensa não é possível sob o regime desse grupo extremista religioso. Estamos profundamente preocupados com a perda de conquistas dos últimos 20 anos no campo da liberdade de expressão. Espero que o Talibã não prive os jornalistas de seus direitos básicos e do direito de informar e publicar os fatos.” Nematullah Naqdi, jornalista do diário Etilaatroz, o maior jornal de Cabul.

 

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