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Pacientes curados da Covid precisam vencer sequelas variadas e que podem durar meses

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Fonte – Jornal Nacional

 

Depois de
receber alta, muitos pacientes de Covid ficam com sequelas. E nem todos sabem
que existem tratamentos para combatê-las.

Comemoração e alívio na hora de sair do hospital. Mas a luta para se
livrar das inflamações e lesões provocadas pelo coronavírus pode ser longa.


O cirurgião Valdir Zamboni passou 88 dias intubado, quando acordou era
uma outra pessoa:

“A fraqueza muscular era acachapante. Eu tentava mexer os dedos e não
conseguia. Eu tive que forçar os dedos para tentar abrir a mão. Quando eu me
dei conta da minha consciência corporal, eu parecia um indivíduo cadavérico. Eu
tinha perdido muito peso, 26 quilos”, contou.


Há um mês internado em um centro de reabilitação da rede Luci Montoro,
em São Paulo, ele batalha para recuperar a musculatura e a capacidade pulmonar
perdidas. É uma rotina puxada de exercícios físicos e respiratórios para evitar
que os problemas fiquem crônicos e afetem o futuro das vítimas da Covid.

“Nós sabemos que existe uma inflamação que acomete o cérebro, acomete o
músculo cardíaco, acomete o osso, o músculo periférico, o músculo que faz a
mobilidade dos membros, o rim, o fígado. E tudo isso vai deixando o indivíduo
com uma condição realmente devastadora. Veja bem: o hospital salva vidas. Quem
devolve a vida para a sociedade é a reabilitação”, destaca Linamara Rizzo
Battistella, professora da Faculdade de Medicina da USP.


Assim como o médico que virou paciente, muitos outros brasileiros que
tiveram a Covid precisam de fisioterapia e reabilitação. As consequências, as
sequelas da doença, são muito variadas e atingem até quem teve a forma mais
leve da Covid.

A produtora cultural Fabiana Araújo Lima nem foi hospitalizada, mas a
perda do olfato e do paladar ainda são consequências da Covid que ela teve em
junho. Já queimou a comida e nem percebeu.


“Você não tem segurança para abrir, às vezes, alguma coisa que está
na tua geladeira. Porque você pode estar com alguma coisa azeda, que não está
tão bem e você não sente esse cheiro. E, na sequência, o paladar já foi
totalmente alterado, então não tinha nenhuma percepção de gosto de nenhum
tipo”, explica.


O otorrino Fábio Pinna, do Hospital das Clínicas de São Paulo, explica
que isso é consequência da inflamação no nervo que leva a mensagem do olfato
para o cérebro.

“O maior dano realmente é no olfato. Só que, o que acontece: o paladar é
muito dependente do olfato; 70% do paladar depende do olfato”, explica Fábio de
Rezende Pinna, otorrino do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da
USP.


Para ajudar na recuperação, o médico recomenda cheirar por dez segundos,
com pequeno intervalo, os seguintes produtos: café, cravo, mel, suco de
tangerina, vinagre de vinho tinto, pasta de dentes de menta e essência de
baunilha. Um tratamento caseiro recomendado pelo Hospital das Clínicas de São
Paulo, que vale até a consulta com o especialista, que tem medicações e outras
essências para tratar casos mais graves.


Recuperar a saúde e os prazeres da vida é tudo o que sonham aqueles que
ainda sentem os efeitos da doença.

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“Imagina: um sujeito que tinha três empregos dava cursos pelo
Brasil inteiro de trauma. De repente, se vê nessa condição”, afirma o
médico Zamboni, que, questionado se quer voltar a operar, diz: “Quero,
claro que quero. Não me importante quanto tempo, mas eu quero”.

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SAÚDE

Cientistas Americanos descobrem superanticorpo capaz de matar variantes do coronavírus

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Molécula identificada em amostras sanguíneas de pacientes com covid é capaz de matar as variantes do Sars-CoV-2 e outros micro-organismos da mesma família. Descoberta pode ajudar no desenvolvimento de vacinas e tratamentos mais eficazes

Pesquisadores americanos descobriram um anticorpo que pode combater as variantes do Sars-CoV-2 e também outros coronavírus. Os especialistas identificaram a supermolécula de defesa do corpo ao avaliar amostras sanguíneas de indivíduos com covid-19 e testar, em laboratório, o desempenho dessas células protetoras. A descoberta foi publicada na revista Nature e pode contribuir para o desenvolvimento de tratamentos e vacinas mais potentes.

Diante do aumento de casos da doença causado pelo surgimento de variantes genéticas do novo coronavírus, os cientistas saíram em busca de uma célula imune mais potente, capaz de controlar as cepas mais transmissíveis. “Essas variantes carregam mutações no DNA que as fazem mais resistentes ao sistema de defesa do corpo. Um anticorpo ideal para combater o novo coronavírus precisa resistir a esse escape viral”, informam os autores do artigo, liderados por Tyler Starr, bioquímico e membro do Centro de Pesquisa do Câncer Fred Hutchinson, nos Estados Unidos.

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Os cientistas examinaram 12 anticorpos, selecionados em uma pesquisa realizada por uma empresa de biotecnologia também estadunidense. Para proteger o corpo humano do vírus, as células de defesa se prendem a fragmentos do patógeno, impedindo, assim, que células sejam infectadas. “Esses fragmentos de proteína são chamados domínios de ligação ao receptor. Nós observamos como esse grupo de moléculas realizava essa tarefa”, relatam.

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Por meio de uma análise genética detalhada, os especialistas avaliaram o desempenho dos 12 anticorpos ao combater o novo coronavírus e também a capacidade das células de defesa de se ligarem a domínios de patógenos que fazem parte da mesma família do Sars-CoV-2, a sarbecovírus. Um dos anticorpos estudados, o S2H97, se destacou pela capacidade de aderência aos domínios de ligação de todos os sarbecovírus testados. A molécula de defesa foi eficaz também contra uma série de variantes do vírus da covid-19 em testes feitos com células humanas e ratos. “Esse é o anticorpo mais interessante que já descrevemos”, enfatiza Starr em uma entrevista à revista Nature.

 

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