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Projeto que inclui Dia do Saci Cuiabá no calendário sai de pauta depois de gerar polêmica e ser alvo de críticas

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Um projeto que quer incluir o Dia do Saci Cuiabano no calendário municipal, no mesmo dia que o Dia das Bruxas, 31 de outubro, gerou polêmica na Câmara de Vereadores de Cuiabá e foi retirado de pauta.

Autor do projeto, o vereador Edemir Cláudio Xavier (PTC) disse, por meio de assessoria, que a proposta gerou polêmica até mesmo entre os vereadores e foi alvo de críticas, principalmente dos parlamentares evangélicos, e que por causa disso o vereador tirou o assunto da pauta, na sessão de quinta-feira (26).

Agora, o vereador defende que o projeto seja debatido entre pais de alunos.

A data já é conhecida como Dia das Bruxas, que é popularmente conhecida nos Estados Unidos.

O objetivo da proposta é disseminar o enraizamento dos mitos e das figuras mitológicas da cultura brasileira e cuiabana, por meio de atividades artísticas, culturais, brincadeiras e de lazer em creches, escolas, bibliotecas, casas de cultura, praças e parques, incentivando a leitura e elaboração de obras comprometidas com valores e raízes brasileiros.

 

Como argumento, o parlamentar cita cidades paulistas, como São José do Rio Preto, Guaratinguetá e Embu das Artes, onde já foi instituído o Dia do Saci.

O Saci-pererê é um personagem do folclore brasileiro, conhecido por ter uma perna só e usar um gorro vermelho. O personagem fuma cachimbo e é retratado como um menino travesso e pequeno que habita as florestas. A lenda surgiu no sul do Brasil e foi influenciada por elementos das culturas africana e indígena.

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De Gil a Marina Silva, Fundação Palmares exclui 27 nomes do “Personalidades Negras”

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A Fundação Palmares divulgou a nova “Lista de Personalidades
Negras” sem os representantes que estão vivos e que já constavam na lista
de homenageados. O ato dessa terça-feira (2/12) atende a uma portaria do
próprio órgão que muda as regras para a seleção e publicação dos nomes e
biografias das personalidades negras notáveis no site da entidade.



Agora, só são permitidas homenagens póstumas. Com isso, nomes como
Marina Silva, Milton Nascimento e Gilberto Gil deixaram a lista. O presidente
da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, afirmou, em uma rede social, que a nova
lista “normatiza, legitima e moraliza as homenagens”. Ao divulgar a nova lista,
Sérgio Camargo disse que “alguns podem voltar um dia, não todos”.

portaria de de novembro estabelece outros critérios para constar na lista, que
deve ser aprovada pela diretoria da instituição:

  • a relevante contribuição
    histórica no âmbito de sua área de conhecimento ou atuação;
  • os princípios defendidos
    pelo Estado brasileiro;
  • outros critérios que poderão
    ser avaliados, de forma motivada, no momento da indicação.

Criada em 2011, a lista tinha o objetivo de cultivar a memória de
lideranças negras que marcaram a história do Brasil e do mundo,
independentemente de estarem vivas ou não. Antes dessa nova portaria, a
inclusão na lista era democrática, com a sociedade civil podendo sugerir nomes
para entrar no site da fundação.

“O Personalidades Negras é um espaço inacabado e que estará em contínua
construção, pois a luta pela preservação do povo negro e seus valores produziu
e continuará produzindo nomes dignos de figurar neste painel”, informou, à
época, a Fundação Palmares ao divulgar a criação do projeto.



Reações

Desde da publicação, a portaria vem causando reação. Nomes como Marina
Silva (Rede), os deputados David Miranda (PSol-RJ) e Talíria Petrone (Psol-RJ)
e do ex-deputado Jean Wyllys reclamaram das novas regras.

Nessa quarta-feira, durante uma sessão remota, o senador Otto Alencar
(PSD-BA) também manifestou indignação após a retirada do nome do senador Paulo
Paim (PT-RS) da lista. Otto ressaltou a importância de Paim na luta defesa dos
direitos humanos.

“O senador Paulo Paim construiu uma história de vida na luta política em
defesa dos direitos humanos, contra o racismo, contra a exclusão em todos os
sentidos. Excluiu dessa lista personalidades como Marina Silva; Milton
Nascimento; Gilberto Gil, meu conterrâneo, de quem sou fã de carteirinha pelas
suas músicas lá atrás de protesto contra a ditadura e que foi exilado, sofreu
muito com o exílio, lutou pela liberdade e pela democracia do povo baiano e do
povo brasileiro”, lembrou.

O senador Humberto Costa (PT-PE) informou que solicitou ao Ministério
Público Federal a apuração do desvio de finalidade da portaria e que apresentou
uma proposta de decreto legislativo que susta a decisão tomada por Sérgio
Camargo.

Em outra ação, a Justiça Federal da 1ª Região deu cinco dias para que
Camargo explique a retirada de nomes, de acordo com o jornal O Estado
de SP
. Procurado pela reportagem, a Fundação ainda não se manifestou.

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